Agosto - 1932

O quinto episódio ocorreu em 1932, quando o Serviço Geográfico do Exército fez o levantamento aéreo da planta cadastral da cidade.

Durante o período da revolução de 1932, sobrevoa a cidade em plena noite um avião que, de início, desperta suspeitas e receios logo dissipados porquanto se identifica pertencer as forças legais.

Na madrugada de 13 de agosto de 1932, por volta das três horas, a cidade é despertada por violentos e sucessivos estampidos. Os cidadãos locais buscam conhecer a causa do barulho: um avião que viera das bandas de São Paulo e que, em baixa altitude, sobrevoara o Campo de Aviação em Campos Elíseos. O comboio da Central do Brasil, estacionado na estação de Resende, servia de Q.G. do General Góes Monteiro. Tomando rumo da Fazenda Santo Amaro nas cercanias da cidade, bombardeara terras das chácaras de Adelino Souto e de Inez Teltscher, à rua do Rosário, e um valo nos campos do imóvel Santo Amarao, de propriedade do Dr. Oliveira Botelho.

Indisfarçável o nervosismo da população. Por todo o dia foi grande a romaria de curiosos, civis e militares aos pontos atingidos. Um dos petardos, o que caira na chácara Teltcher, não explodira, embora cravado até meia altura no local depois de ter desgalhado uma pequena árvore frontosa. Parece que o intuito do aviador foi tão só fazer guerra de nervos, alarmando a população civil e atemorizando as tropas legais, com as bombas feitas em Limeira pela firma Barros Camargo.

O General Klinger determinara que, no sentido de irritar a população civil contra o governo constituído, fossem bombardeadas as cidades do Rio de Janeiro, Barra Mansa, Barra do Piraí e Resende, no Estado do Rio.

O General Isidoro, um dos valorosos chefes militares da insurreição paulista, se opusera a essa determinação. O general Leopoldo Klinger, entretanto, fez bombardear Resende.